Dito por ti já a alguns dias: «Eu não te amo…Gosto de ti, tens o teu valor.»
Tens noção do tempo que estas palavras permaneceram no meu pensamento? Nem sei se foi num bom ou mau sentido, mas permaneceram. Na verdade, eu também não te amo, também gosto de ti e também tens o teu valor. Espera lá! Gosto de ti? Ultimamente nem sei o que sinto. Aqui, dentro de mim, está tudo uma confusão!
O que é certo é que depois dessas palavras é normal tu lembrares-te de mim, falamos todos os dias, nem que seja um simples “olá”. No domingo está estranhei quando recebi uma sms tua logo de manha, que fez com que eu acordasse: «Bom dia envergonhada». Foi bom começar o dia com um sorriso nos lábios!
Na segunda-feira ia a sair da escola com um amigo, tu viste-me e ficas-te em frente da entrada encostado às grades. Esperas-te que eu saísse. Saí, tu com os lábios fizes-te o movimento do “meu” beijinho. Ignorando completamente o meu tal amigo fui na tua direção. Tu estavas com os teus amigos, mas nem liguei, aproximei-me de ti, ficamos a poucos centímetros um do outro:
«É só rapazes atrás de ti, não gosto nada disso!» disses-te tu, todo ciumento.
Lancei um leve sorriso e disse com um ar de brincadeira:
«O problema é teu… O meu beijinho?»
Aproximei-me ainda mais de ti, ficando com a minha bochecha mesmo próximo dos teus lábios, deste-me uma trinca. Já não me davas uma trinca na bochecha desde o último dia de aulas! Por um lado foi bom, vieram-me varias memórias à cabeça (…).
Tu, ainda a trincar a minha bochecha: «Não era para me trincares, era um beijinhos» disse eu com uma voz inocente. Largas-te a minha bochecha e deste-me um beijinho como tu bem sabes dar (…)
Virei costas e fui ter com o meu tal amigo, ele ia-me levar ao trabalho da minha mãe.
Já um pouco distante da escola, esse tal amigo virou-se para mim e perguntou: ‘Era aquele o rapaz que falas-te no outro dia?’
Respondi: ‘sim, era’
Amigo: ‘Então foi por causa dele que não me lanças-te um lindo sorriso?’
Eu: ‘foi sim, ele estava mesmo à tua frente. Se sorri-se ele iria pensar que era para ele, e nesse dia estava um pouco amuada com ele.’
Amigo: ‘humm… e então o que se passa entre vocês?’
Eu : ‘Nada’ (sorri)
Amigo: ‘Eu bem vi a maneira como estavas com ele! E se não fosse nada também não sorrias dessa maneira, nem ficavas com os olhos a brilhar por estarmos a falar nele.’
Eu: ‘Está escuro, nem consegues ver os meus olhos!’
Amigo: ‘Pois, não conseguiria ver se eles estivessem normais…’
Eu: ‘Os meus olhos já estavam assim!’
Amigo: ‘Estão assim desde que foste ter com ele’
(…)
Ultimamente, quando não falamos no facebook, mandas-me sms quando vais para a cama. Nem que seja só “Pequenina” ou “bom noite”. Será que adormeces a pensar em mim (?)
Hoje passas-te ao pé de mim, não sei porque mas ficamos com um ar de surpreendidos quando nos vimos, fui-te cumprimentar. Depois de me cumprimentares, tives-te uma breve esitação em continuar o teu caminho, até que te aproximas-te de mim, sorris-te, e disses-te ao meu ouvido: «Sabes bem que a mim não me incomodas e disses-te que ias tentar meter conversa e vir ter comigo, onde estão essas tentativas?»
Continuas-te o teu caminho, sem dar tempo para eu pronunciar uma palavra. A pergunta permaneceu no meu pensamento «Onde estão essas tentativas?» a resposta provavelmente seria «Onde está a coragem ?»
inspirou-me *
ResponderEliminarPor vezes a coragem falta mas vai acabar por chegar. Se gostas dele arrisca. Podem até dizer que não se amam, mas para serem tão especiais um para o outro isso só pode querer dizer que existe algo que não querem admitir!
ResponderEliminarMuita força querida *
Oh piquena, adorei, sabes bem que podes contar comigo para tudo <3
ResponderEliminarOh, eu sei bem o que é isso, a vergonha do amor! Tens de tentar, quem não arrisca.. não petisca